Charge2GO

Glossário Charge2GO

Glossário da recarga de veículos elétricos

86 termos explicados de forma simples — do kWh ao módulo de potência, do conector Tipo 2 ao OCPP 1.6J.

Conceitos básicos

Os termos que todo mundo encontra ao começar a pesquisar sobre carros elétricos e recarga.

Veículo elétrico a bateriaBEV

Carro movido apenas por motor elétrico, com energia armazenada em uma bateria recarregada na tomada ou em um carregador. Não tem motor a combustão nem tanque de combustível.

Híbrido plug-inPHEV

Veículo com motor a combustão e motor elétrico, cuja bateria pode ser recarregada na tomada. Roda dezenas de quilômetros só no modo elétrico e usa o motor a combustão em trajetos mais longos. Depende de recarga frequente para entregar economia.

PHEV: vale a pena ter wallbox? →

Híbrido convencionalHEV

Veículo com motor a combustão e motor elétrico em que a bateria é recarregada apenas pelo próprio carro (frenagem e motor). Não tem tomada e não usa carregador externo.

Quilowatt-horakWh

Unidade de energia. Mede a capacidade da bateria do carro e a energia entregue em uma recarga. É também a unidade usada na conta de luz e na cobrança por energia nos eletropostos.

Autonomia

Distância que o veículo consegue percorrer com a bateria carregada. Varia com o modelo, o estilo de condução, a velocidade, o relevo, o uso do ar-condicionado e a temperatura.

Estado de cargaSoC

Do inglês State of Charge: o nível da bateria, em porcentagem. A recarga rápida costuma ser medida de 20% a 80% de SoC, faixa em que a bateria aceita mais potência.

Curva de recarga

Gráfico que mostra quanta potência o carro aceita em cada nível de bateria. Em DC, a potência é alta com a bateria mais vazia e cai a partir de cerca de 80% para proteger as células — por isso os últimos 20% demoram mais.

Quanto tempo leva para carregar? →

Recarga AC

Recarga em corrente alternada, a mesma da rede elétrica. A conversão para corrente contínua é feita pelo carregador de bordo do carro, o que limita a potência — normalmente entre 6,6 e 11 kW. É a recarga típica de casa e do trabalho.

Conheça os carregadores AC Charge2GO →

Recarga DC

Recarga em corrente contínua: a conversão é feita dentro do carregador, que entrega energia direto na bateria. Permite potências muito maiores (60 kW ou mais) e recargas de 20 a 50 minutos. É a recarga rápida de postos, shoppings e rodovias.

Conheça a linha FastCharger →

Carregador de bordoOBC

Do inglês On-Board Charger: o conversor instalado dentro do carro que transforma a corrente alternada da wallbox em corrente contínua para a bateria. Sua potência define o limite da recarga AC daquele veículo.

Wallbox

Carregador AC fixado na parede (ou em pedestal), ligado a um circuito exclusivo. Mais rápida e segura que a tomada comum, é a solução padrão para casas, condomínios e empresas.

Ver modelos de wallbox →

Carregador portátil

Cabo de recarga com uma caixa de controle, que vem com muitos carros e é ligado a uma tomada comum. Serve para emergências ou uso ocasional, com potência baixa (em torno de 2 a 3 kW).

Eletroposto

Ponto de recarga de veículos elétricos, especialmente os de acesso público ou comercial — em postos de combustível, shoppings, estacionamentos e rodovias.

Equipamento de recargaEVSE

Do inglês Electric Vehicle Supply Equipment: nome técnico de todo equipamento que fornece energia ao veículo — de uma wallbox a um carregador rápido DC.

Recarga rápida e ultrarrápida

Termos usados para recargas DC. Em geral, chama-se de rápida a recarga a partir de cerca de 50 kW e de ultrarrápida a partir de 150 kW. O tempo real depende de quanto o carro aceita.

Modos de recarga

Classificação da norma IEC 61851: Modo 1 (tomada comum sem proteção dedicada, não recomendado), Modo 2 (cabo portátil com caixa de controle e proteção), Modo 3 (wallbox AC com comunicação com o carro) e Modo 4 (carregador DC).

Conectores e padrões

Os plugues e normas que garantem que carro e carregador se entendem.

Tipo 2IEC 62196-2

Conector padrão para recarga AC no Brasil e na Europa, também chamado de Mennekes. Tem 7 pinos e suporta recarga monofásica ou trifásica, até 22 kW na maioria dos usos.

CCS2Combo 2

Padrão de recarga DC mais usado no Brasil e na Europa. Combina os pinos do Tipo 2 com dois pinos grandes de corrente contínua, suportando altas potências e tensões de até 1000 V. É o conector dos carregadores FastCharger.

Carregadores DC com CCS2 →

CHAdeMO

Padrão japonês de recarga DC, usado por alguns modelos como versões do Nissan Leaf. Está em desuso fora do Japão e não é compatível com carregadores CCS2 sem adaptador.

GB/T

Padrão chinês de recarga, com conectores separados para AC e DC. É usado nos veículos vendidos na China; carros vendidos no Brasil, mesmo de marcas chinesas, normalmente vêm com Tipo 2 e CCS2.

Tipo 1SAE J1772

Conector AC monofásico de padrão norte-americano e japonês, comum em modelos importados mais antigos. Exige adaptador para carregadores Tipo 2.

Pistola

Nome popular do conector na ponta do cabo, que é encaixado na entrada de recarga do carro. Possui trava, botão de liberação e, nos carregadores DC, pinos de alta corrente.

Dual-gun

Carregador com duas pistolas, capaz de atender dois veículos ao mesmo tempo. A potência total é dividida entre as saídas conforme a demanda de cada carro.

Cabo cativo

Cabo fixo ao carregador, sempre pronto para uso. A alternativa é o carregador com tomada, em que o motorista usa o próprio cabo. Carregadores DC sempre têm cabo cativo.

IEC 61851

Norma internacional que define os requisitos gerais dos sistemas de recarga condutiva, incluindo os modos de recarga e a comunicação básica entre carro e carregador.

ISO 15118

Norma de comunicação avançada entre carro e carregador. Permite recursos como o Plug & Charge e a recarga bidirecional (V2G).

Plug & Charge

Recurso em que o carro se identifica sozinho ao ser conectado, iniciando a recarga e a cobrança sem cartão nem aplicativo. Depende da norma ISO 15118 e de suporte do carro, do carregador e da plataforma.

Control PilotCP

Sinal de comunicação básico entre carregador e carro. Na recarga AC, um sinal elétrico informa ao carro a corrente máxima disponível; também confirma que o conector está bem encaixado antes de liberar energia.

Comunicação PLC

Comunicação de dados pela própria fiação do conector, usada na recarga DC com CCS2 (normas DIN 70121 e ISO 15118). Por ela, o carro informa ao carregador a tensão e a corrente que precisa a cada instante.

Rede elétrica e instalação

O que é avaliado no projeto elétrico antes de instalar qualquer carregador.

Monofásico, bifásico e trifásico

Número de fases que alimentam o local. Residências costumam ser mono ou bifásicas; comércios e indústrias, trifásicos. Carregadores DC sempre exigem alimentação trifásica.

CorrenteA

Medida em ampères, é a intensidade da eletricidade no circuito. Para a mesma potência, quanto menor a tensão, maior a corrente — o que exige cabos e proteções mais robustos.

Autotransformador

Equipamento que eleva ou reduz a tensão, usado por exemplo para ligar um carregador de 380 V em uma rede de 220 V. Acrescenta custo, espaço, perdas e manutenção. A linha FastCharger tem opção de entrada 220 V que dispensa esse equipamento.

Entenda a novidade 220 V →

Transformador e subestação

Instalações que rebaixam a tensão da rede de média tensão da distribuidora para a tensão de uso. Locais com vários carregadores de alta potência muitas vezes precisam de transformador próprio.

Padrão de entrada

Conjunto de caixa, medidor, disjuntor geral e cabos onde a energia da distribuidora entra no imóvel. Sua capacidade define quanta potência pode ser usada sem pedir aumento de carga.

Demanda contratada

Potência que um consumidor de média tensão (Grupo A) contrata junto à distribuidora. Ultrapassá-la gera multa — por isso a instalação de carregadores deve considerar a demanda disponível e, se necessário, o gerenciamento de carga.

Grupo A e Grupo B

Classificação dos consumidores de energia: o Grupo B é atendido em baixa tensão (residências e pequenos comércios) e paga só pela energia; o Grupo A é atendido em média ou alta tensão e paga também pela demanda contratada.

Aumento de carga

Pedido feito à distribuidora para ampliar a potência disponível no imóvel. Pode ser necessário para instalar carregadores DC e envolve projeto e prazo de análise.

Circuito exclusivo

Circuito elétrico dedicado apenas ao carregador, com cabo e proteções próprias. É exigido pelas normas para a recarga de veículos elétricos.

DRDispositivo diferencial residual

Proteção que desliga o circuito ao detectar fuga de corrente, protegendo as pessoas contra choques. Na recarga de veículos, a escolha do tipo de DR (como tipo A ou tipo B) depende de o carregador ter ou não detecção de corrente contínua de fuga.

DPSDispositivo de proteção contra surtos

Protege o carregador e a instalação contra picos de tensão causados por descargas atmosféricas ou manobras na rede.

Disjuntor

Dispositivo que desliga o circuito em caso de sobrecarga ou curto-circuito. É dimensionado de acordo com a corrente do carregador e a bitola do cabo.

Aterramento

Ligação da instalação à terra, essencial para a segurança e para o funcionamento das proteções. Carregadores verificam o aterramento antes de iniciar a recarga.

Fator de potência

Indica quanto da energia consumida é efetivamente aproveitada. Carregadores de qualidade trabalham com fator de potência próximo de 1, evitando cobranças e perdas na rede.

Eficiência

Percentual da energia retirada da rede que realmente chega à bateria. Parte se perde em calor na conversão. Carregadores DC costumam ter eficiência acima de 94%.

ABNT NBR 5410

Norma brasileira de instalações elétricas de baixa tensão. É a base para qualquer instalação de carregador, junto com a NBR 17019.

ARTAnotação de Responsabilidade Técnica

Documento registrado no CREA que identifica o profissional responsável pelo projeto ou pela execução da instalação elétrica.

Por dentro do carregador DC

Os componentes que fazem um carregador rápido funcionar — e o que observar em cada um.

Módulo de potência

Coração do carregador DC: um retificador que converte a corrente alternada da rede em corrente contínua para a bateria. Os carregadores usam vários módulos em paralelo (por exemplo, de 20, 30 ou 40 kW) — um carregador de 120 kW pode ter três módulos de 40 kW. Se um módulo falha, o carregador continua operando com potência reduzida, e a troca é rápida.

Ranking dos fabricantes de módulos →

Divisão de potência

Capacidade do carregador de distribuir os módulos de potência entre as pistolas. Com um carro, ele pode receber toda a potência; com dois, ela é dividida conforme o que cada um aceita.

Tensão de saída

Faixa de tensão em corrente contínua que o carregador consegue entregar. Uma faixa de 200 a 1000 V atende tanto carros com bateria de 400 V quanto os de 800 V.

Arquitetura 400 V e 800 V

Tensão nominal da bateria do carro. A maioria dos elétricos usa cerca de 400 V; modelos como Porsche Taycan, Hyundai Ioniq 5 e Kia EV6 usam 800 V, que permite recargas mais rápidas com corrente menor — desde que o carregador chegue a essa tensão.

Corrente de saída

Corrente máxima que a pistola DC consegue entregar. Junto com a tensão, define a potência efetiva: um carro de 400 V recebendo 200 A está carregando a cerca de 80 kW.

Contator

Chave eletromecânica que conecta e desconecta a saída DC do veículo. Só fecha depois que carro e carregador confirmam que está tudo seguro.

Medidor de energia

Mede a energia entregue em cada recarga. É a base para a cobrança por kWh, para relatórios de consumo e para o controle de frotas.

Refrigeração

Sistema que retira o calor gerado pelos módulos de potência, normalmente por ventilação forçada com filtros. Em potências muito altas, os cabos também podem ser refrigerados a líquido.

Grau de proteção IP

Código que indica a proteção do equipamento contra poeira e água. IP54 protege contra respingos; IP55, contra jatos de água; IP65 é totalmente vedado contra poeira. Para uso externo, procure IP54 ou superior.

Grau IK

Indica a resistência do invólucro a impactos mecânicos. IK10, o nível mais alto da escala, suporta impacto de 20 joules — importante em locais públicos.

Botão de emergência

Botão vermelho que interrompe imediatamente a recarga e desliga a saída de energia em caso de qualquer anormalidade.

IHMInterface homem-máquina

Tela, geralmente touch, em que o motorista acompanha a recarga: nível da bateria, potência, energia entregue, tempo e valor.

Leitor RFID

Leitor de cartões ou chaveiros sem contato usado para autorizar a recarga. Permite liberar o carregador só para usuários cadastrados e identificar quem consumiu a energia.

Gestão de cabos

Sistema de suporte ou recolhimento dos cabos de recarga, que evita que fiquem no chão, reduz desgaste e facilita o uso — especialmente com cabos DC, que são pesados.

Comunicação e software

Como o carregador se conecta à internet, aos aplicativos e às plataformas de cobrança.

OCPPOpen Charge Point Protocol

Protocolo aberto que padroniza a comunicação entre o carregador e a plataforma de gestão. Permite autorizar recargas, cobrar, monitorar e atualizar o carregador remotamente — e trocar de plataforma sem trocar o equipamento.

OCPP: o que é e por que importa →

OCPP 1.6J

Versão 1.6 do OCPP no formato JSON sobre WebSocket — o "J" vem de JSON. É a versão mais difundida no mercado e a mais suportada pelas plataformas de gestão. O módulo de comunicação OCPP 1.6J é o que permite ao carregador enviar dados de cada recarga e receber comandos (iniciar, parar, mudar preço, atualizar firmware) da plataforma. Existe também a variante 1.6S, baseada em SOAP, hoje pouco usada.

Saiba mais sobre OCPP →

OCPP 2.0.1

Versão mais recente do OCPP, com recursos avançados de segurança, gerenciamento de energia, diagnóstico e suporte à ISO 15118 (Plug & Charge). Ainda convive com a 1.6J, que continua sendo a mais usada.

Plataforma de gestãoCSMS

Sistema em nuvem (Charging Station Management System) que recebe os dados dos carregadores via OCPP. Nela, o operador define preços, cadastra usuários, acompanha recargas e recebe alertas de falha.

Módulo de comunicação

Componente do carregador responsável pela conexão com a internet e com a plataforma de gestão. Pode usar Ethernet, 4G ou Wi-Fi, conforme o modelo.

Ethernet

Conexão à internet por cabo de rede (conector RJ45), como a de um computador de escritório. É a opção mais estável e com menor latência, ideal quando há infraestrutura de rede no local — exige passar um cabo de dados até o carregador.

4G

Conexão à internet pela rede de telefonia celular, usando um chip (SIM card) instalado no carregador. Dispensa cabo de rede, o que facilita instalações em estacionamentos e áreas abertas, mas depende da cobertura da operadora no local e de um plano de dados.

Wi-Fi

Conexão à internet sem fio pela rede local. Comum em wallbox residenciais; em ambientes comerciais, a estabilidade depende da qualidade do sinal no ponto de instalação.

Firmware

Software interno do carregador, que controla a recarga, a comunicação e a segurança. Carregadores conectados podem receber atualizações remotas (OTA), com correções e novos recursos.

Recarga inteligenteSmart charging

Controle automático da potência de recarga de acordo com horário, tarifa, demanda disponível ou geração solar. Pode ser feito pelo próprio carregador ou pela plataforma via OCPP.

Autorização

Etapa que libera o início da recarga: pode ser por cartão RFID, aplicativo, QR Code ou automaticamente (Plug & Charge, ou modo livre em uso privado).

OCPIOpen Charge Point Interface

Protocolo que conecta plataformas de diferentes empresas, permitindo o roaming: o motorista usa o aplicativo de uma rede para carregar em pontos de outra.

Operação e negócio

Termos do mercado de recarga para quem quer oferecer recarga como serviço.

CPOCharge Point Operator

Operador de pontos de recarga: a empresa responsável por instalar, manter e operar os carregadores e definir as condições de uso.

eMSPe-Mobility Service Provider

Provedor de serviços de mobilidade elétrica: a empresa que oferece ao motorista o aplicativo ou cartão para localizar, iniciar e pagar recargas, inclusive em redes de outros operadores.

Roaming

Possibilidade de o motorista usar o aplicativo ou cartão de uma rede para carregar em pontos de outra, por meio de acordos entre operadores e protocolos como o OCPI.

Tarifação

Forma de cobrança da recarga: por energia (R$/kWh), por tempo (R$/minuto), por sessão ou combinações. A ANEEL permite a livre negociação de preços na recarga de veículos elétricos.

Taxa de ociosidade

Valor cobrado quando o carro continua ocupando a vaga depois de terminar a recarga. Incentiva a rotatividade em pontos de alto fluxo.

Taxa de utilização

Percentual do tempo em que o carregador está efetivamente carregando veículos. É um dos principais indicadores de desempenho de um eletroposto.

DisponibilidadeUptime

Percentual do tempo em que o carregador está operacional. Monitoramento remoto, peças de reposição e suporte técnico ágil são o que mantêm a disponibilidade alta.

V2G, V2H e V2L

Recarga bidirecional: o carro também devolve energia. V2L (Vehicle-to-Load) alimenta aparelhos; V2H (Vehicle-to-Home) abastece a casa; V2G (Vehicle-to-Grid) devolve energia à rede. Exige carro e carregador compatíveis.

Armazenamento de energiaBESS

Sistema de baterias estacionárias que acumula energia para usar depois. Junto a carregadores rápidos, ajuda a reduzir picos de demanda e a aproveitar energia solar ou tarifas mais baixas.

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